Brasil gera 35,4 mil vagas de trabalho formal em agosto

Número é o melhor para o mês desde 2014, segundo dados do Ministério do Trabalho

O mercado formal de trabalho reagiu em agosto, na onda de indicadores econômicos positivos, e registrou a criação 35,4 mil empregos. Esse foi o quinto mês consecutivo de geração de vagas com carteira assinada. Em igual período do ano passado, foram fechados 33.953 postos.

Os detalhes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram apresentados nesta quinta-feira pelo Ministério do Trabalho. O saldo do mês passado é o maior desde agosto de 2014, segundo a pasta. No acumulado registrado entre janeiro e agosto, o país gerou 163.417 postos de trabalho.

Em agosto, foram registradas 1.254.951 contratações e 1.219.494 demissões de trabalhadores. Nos últimos doze meses, houve mais demissões que contratações e o país registrou um corte de 544.658 postos de trabalho.

As contratações foram puxadas pelos setores de serviços (23,2 mil), indústria (12,8 mil), comércio (10,7 mil), com desempenho positivo em todas as regiões do país. O setor que mais fechou vagas de trabalho foi a agricultura (-12,4 mil vagas), por questões sazonais.

No recorte por estados, das 27 unidades da federação, 19 contrataram mais que demitiram. Os melhores resultados foram em São Paulo, Santa Catarina, Ceará, Pernambuco e Paraíba. Na contramão do restante do país, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo cortaram vagas de trabalho com carteira assinada no mês passada.

O salário médio de contratação do empregado em agosto, em todo país, foi de R$ 1.495,07 e a remuneração mensal média na hora da demissão foi de R$1.709,13.

Agosto é tradicionalmente um mês favorável ao emprego, marcando o início do ciclo de aquecimento da economia por conta das festas de fim de ano. De toda a série histórica do Caged, iniciada em 1992, foram registrados resultados positivos em 20 meses e apenas cinco tiveram saldo negativo.

RIO CONTINUA NA CONTRAMÃO

O estado Rio de Janeiro continua na contramão do restante do país e fechou, em agosto, 3,4 mil postos de trabalho. Foi o segundo maior número de demissões de trabalhadores com carteira assinada no mês em todo o Brasil — apenas Minas Gerais teve um número pior. Enquanto 93,9 mil vagas foram abertas, outras 97,3 mil foram fechadas em agosto.

O número negativo no Rio foi puxado pelo fechamento de vagas principalmente nos setores da construção civil (-2.293), serviços (-857) e comércio (-676). Apenas a indústria contratou, somando 660 novas vagas de trabalho formais. Para o Rio, agosto de 2017 só não foi pior que agosto de 2016 — no ano passado, foram cortadas 28,3 mil vagas.

Os dados do emprego no estado apontam para demissões maiores que contratações em todos os meses do ano. No acumulado entre janeiro e agosto, foram fechadas exatamente 78.175 vagas de trabalho. Nos últimos doze meses, o número é maior: 175.798 postos com carteira assinada encerrados no estado.

A capital foi a que mais demitiu, fechando 2.691 postos de trabalho. Em todo este ano, até agosto, já foram encerrados 48.111 vagas com carteira só na cidade do Rio. Macaé foi o município que mais contratou formalmente no mês passado e abriu 682 vagas.

Do O Globo

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