TJ – MA: Mesmo sob intensos ataques Nelma Sarney não sofre desgastes

 

As eleições no Tribunal de Justiça para escolha da próxima mesa diretora (biênio 2018-2019) ocorre no próximo dia 04 de outubro, em sessão extraordinária. Este blog (Diego Emir) vem acompanhando os bastidores do pleito e diferentemente do que aconteceu pelo menos nas últimas três décadas, um projeto paralelo parece estar colocando fim à calmaria que tem imperado na corte.Como candidata natural e favorita ao posto, Nelma tem sido alvo de uma orquestrada, porém pouco eficiente, campanha para tentar desqualificar seu nome no pleito de outubro. Uma grande qualidade, porém, pode ser observada na conduta dos fatos pela desembargadora. Em nenhum momento ela se fez de vítima ou tentou manipular a situação a seu favor junto aos seus pares.

Também não se viu da parte de Nelma qualquer alarde de que os ataques poderiam estar saindo de dentro da própria instituição. Essa postura foi entendida como uma forma de preservar a imagem do TJMA e de seus membros. Ponto para a desembargadora que mais uma vez confirma ter sabedoria e equilíbrio para conduzir a corte.

Mas o porque dos ataques à Nelma Sarney? O que (ou quem) estaria por trás das infundadas acusações que ela vem sofrendo? Por que as sucessivas tentativas de jogar respeitados membros da corte contra a desembargadora sob o argumento de haver desgaste? Os motivos que levam a essa perseguição podem ser percebidos pelo leitor após uma rápida análise da trajetória de Nelma Sarney e sua conduta como magistrada.

Nelma foi advogada da Cemar na década de 80, mas abandonou a estabilidade e a segurança da capital para desbravar o interior do Maranhão após estudar e passar no concurso para magistratura em 1986, juntamente com seu hoje amigo de tribunal Cleones Cunha. Percorreu diversas unidades no interior e na capital, sempre deixando a marca da ética, da retidão de caráter, do empreendedorismo e, também, da simpatia, da simplicidade e da humanidade como suas marcas de trabalho.

Chegou ao TJMA em 2001 e na corte sempre teve uma atuação destacada. Foi presidente do TRE sem deixar qualquer suspeita acerca de sua atuação e presidiu a Coordenadoria Estadual de Combate à Violência Contra a Mulher. Em 2013, liderou um movimento de combate à violência na capital, que resultou com a instalação da Central de Inquéritos de São Luís e com a edição de outros normativos que aperfeiçoaram o sistema de Justiça Criminal.

Foi eleita corregedora-geral da Justiça em uma eleição em que poderia concorrer para Presidência, mas manteve a conduta ética e o respeito à tradição, apoiando sua amiga Cleonice Freire para dirigir a corte de Justiça, tendo Anildes Cruz como vice-presidente. Manteve a mesma conduta ética quando tentaram estimulá-la a disputar a Presidência com Cleones, mas ela abriu mão em favor do amigo e do respeito às normas e à tradição, uma vez que ele era o desembargador mais antigo e o sucessor natural ao cargo.

Na Corregedoria, Nelma manteve o tom harmônico dos ex-corregedores Jamil Gedeon, Guerreiro Junior e do próprio Cleones Cunha, fazendo uma gestão “portas abertas” para a sociedade e de apoio à magistratura. Aliás, sobre isso, a desembargadora sempre reconheceu e lutou para que a magistratura de 1º grau atuasse com estrutura adequada de trabalho. Exemplo são as diversas varas e juizados relocados para o Fórum da capital porque os prédios em que funcionavam não dispunham de condições adequadas.

Adotando posição destemida, juntamente com a Mesa Diretora do TJMA, Nelma assumiu a linha de frente na busca de solução para a crise carcerária, a quem o senhor Flávio Dino e o seu secretário Murilo Andrade devem os agradecimentos pela melhor organização hoje existente no sistema. Em pleno caos ela foi mulher de fibra e coragem ao chamar todos os órgãos, dentro de suas responsabilidades, para atuarem em conjunto. Vale lembrar que graças ao seu empenho que o Maranhão instituiu a audiência de custódia de forma pioneira no Brasil.

Do Blog Diego Emir

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