Deputado Hildo Rocha pode comandar o MDB no Maranhão

 

Pré-candidato a presidente do diretório estadual do partido, o deputado federal Hildo Rocha disse nesta sexta-feira (23) que o MDB precisa se definir e se posicionar como principal partido de oposição ao governo de Flávio Dino (PCdoB). Ele e o deputado estadual Roberto Costa saíram da reunião desta sexta-feira (23) como postulantes ao cargo ora ocupado pelo senador João Alberto, mas ficou acordado que o partido poderá buscar um candidato de consenso, porém está praticamente descartado que este nome deva ser da ex-governadora Roseana Sarney.

O MDB tem dois deputados estaduais (Roberto Costa e Arnaldo Melo), dois federais (Hildo Rocha e João Marcelo), dezenas de prefeitos e vereadores. A partir de 2019, ficará sem dois senadores, devido à não reeleição de Edison Lobão e a desistência de João Alberto, mas o maior incômodo foi a maneira como perdeu a eleição para o Governo, ainda no primeiro turno, com a candidata Roseana Sarney obtendo menos da metade da votação do governador reeleito.

Para Hildo Rocha, não resta a menor dúvida de que Roseana é o nome de maior expressão no partido, porém o MDB está carente é de um presidente com disposição para percorrer o Maranhão, fortalecendo os diretórios municipais, dialogando com candidatos a prefeito e vereador e negociando com possíveis aliados visando às eleições municipais e as de 2022, portanto resta saber se ela estará disposta a cumprir esta missão.

Para o deputado, o MDB foi, de certa forma, um dos principais colaboradores, ainda que indiretamente, para a vitória de Flávio Dino na eleição deste ano, pois ficou quatro anos na dubiedade de ser governo ou oposição.

Ele recorda que, na Assembleia Legislativa, só a deputada Andrea Murad sustentava o discurso da contestação ao governo, mas de forma isolada, sem respaldo sequer do diretório, não por falta de argumentos para se questionar o governo e sim pela ilusão de que no momento certo, ou seja, na campanha o partido iria mostrar sua força.

Hildo Rocha entende que a presidência sendo entregue a um parlamentar as chances do partido se fortalecer são maiores, até porque, por força do cumprimento do mandato, constantemente visita sua bases, e isto mostraria uma presença mais constante do dirigente com as os diretórios municipais. Ele cita seu exemplo, que praticamente todos os finais de semana está em alguma cidade, conversando com prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias e outras e sentindo os anseios da população.

O deputado diz que está pronto para cumprir essa missão e acredita que o outro pretende, Roberto Costa, também possa estar, mas para ele a grande questão é saber quem quer liderar um movimento claro e contundente de oposição ao governo. Segundo ele, os emedebistas não podem ficar nesta mesma postura de dúvida por mais quatro anos, sob pena de perder espaço para outros partidos que estão se organizando, desde já, para a sucessão de 2022.

Ele entende também que o governador Flávio Dino não pode continuar com sua política de dilapidação do estado, de perseguição aos adversários, de não apresentação de projetos que levem o Maranhão sem questionamentos, ou seja, o governo precisa ser mais fiscalizado.

Fonte: Maranhão Hoje

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