Deputado Felipe dos Pneus lamenta morte de soldado da Polícia Militar em Santa Inês

O parlamentar alertou para aumento de depressão entre profissionais da Segurança em todo o estado.

Em pronunciamento nesta segunda-feira (11), na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Felipe dos Pneus (PRTB) lamentou o falecimento do soldado da Polícia Militar, Ítalo Bruno dos Santos Chaves, 26 anos, que recorreu ao suicídio no último domingo (10), em Santa Inês.

Meu sentimento é de luto, de tristeza pela perda de um amigo, o PM Santos, que no último domingo, com sinais de depressão, doença que é silenciosa, tirou a própria vida”, clamou Felipe dos Pneus.

Soldado Santos havia ingressado na Corporação no ano de 2014, atualmente lotado no Moto patrulhamento do 7º Batalhão, em Pindaré Mirim. “Perdi um amigo, jovem e sonhador, com apenas 26 anos, e que estava cursando o 8º período de Direito. Ele deixa uma filha, Maria Clara, de três anos”.

O parlamentar lembrou que, hoje, o número de policiais que se suicidam no Brasil é maior que o dos que morrem em confrontos em serviço ou mesmo fora dele, segundo dados do Anuário da Segurança Pública. “Dados mostram que em 2018 foram 104 policiais que se suicidaram e 87 perderam suas vidas em confrontos. Há algumas semanas, uma policial chamada Suelen, também do 7º Batalhão, disparou contra si mesmo, deixando duas filhas. Ela também apresentava sintomas de depressão”, relatou.

Ele anunciou, ainda, em seu discurso, as medidas já adotadas pelo comando da Polícia Militar. “O comandante geral, coronel Ismael Fonseca me garantiu o envio de equipes do CAPS e da Capelania para o 7º Batalhão de Polícia Militar. Precisamos melhorar, urgente, a assistência psicológica aos agentes de Segurança. A depressão é uma questão de saúde mental e que não dá para enfrentar sozinho. Esses policiais convivem todos os dias com o estresse, pressão, com o risco à vida pela função”.

Felipe dos Pneus, por fim, desejou pesar a todos os militares e familiares do PM Santos. “Gostaria de estender a minha mensagem de pesar ao comando da Polícia Militar, do 7º Batalhão. Imagino como deve ser difícil carregar esse fardo de ver sua tropa tombar diante desse mal, de ver aquela cena não poder chorar de não poder mostrar fraqueza”, concluiu.

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