Governo monitora chuvas e traça estratégias para minimizar danos no Maranhão

O vice-governador Carlos Brandão se reuniu, nesta quarta-feira (12), com secretários e técnicos do Governo do Maranhão para traçar um plano de prevenção contra chuvas no estado. De acordo com os relatórios meteorológicos deste ano, o maior índice de chuvas deve acontecer entre o fim de janeiro e início de fevereiro.

Os dados são do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) e do Núcleo Geoambiental da Universidade Estadual do Maranhão (NuGeo/Uema). As estimativas dos relatórios apontam para um crescimento do volume de chuvas entre 20% e 80% acima das médias históricas.

Os dados deverão subsidiar ações de prevenção do Governo do Maranhão a possíveis danos causados pelas chuvas, tanto em áreas rurais quanto urbanas.
O meteorologista da Uema, Hallan Cerqueira, destacou a importância da pesquisa científica para o planejamento do poder público.

“Para nós é bom poder contribuir com informações corretas que possam orientar todos os setores da sociedade de forma efetiva”, ressaltou.

Sobre a reunião, liderada pelo vice-governador, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), coronel Célio Roberto Araújo, comentou acerca da assistência que o Governo do Estado tem dado às famílias atingidas pelas enchentes, além das ações que serão tomadas para atenuar possíveis danos.

“Tratamos de ações que o Governo do Estado já tem desenvolvido em assistência às famílias que foram atingidas. Logicamente que nós temos ainda um período chuvoso bem intenso até aproximadamente o mês de abril, mas o Governo do Estado, por meio de suas secretarias, está organizado tanto para dar essa primeira resposta, que já está sendo efetiva, como também mitigar as ações das enchentes, visando proteger o cidadão maranhense”, explicou.

Em todos os municípios com alagamentos, as cheias dos rios estão sendo monitoradas, principalmente onde as gestões já puderam identificar riscos. O vice-governador Carlos Brandão explicou que cada local tem sua especificidade e, consequentemente, as ações devem ser de acordo com cada caso.“Para compreendermos os agravantes dos alagamentos nas cidades após as fortes chuvas, precisamos estudar cada caso e as suas motivações. Isso nos permitirá medidas preventivas, inclusive reduzindo os impactos das cheias dos rios, algo que carece de um planejamento integrado das ações, incluindo a participação de empresas privadas que se coloquem à disposição para colaborar com essas iniciativas, a partir destes estudos”.

De acordo com o secretário-adjunto da Infraestrutura, Rafael Verner, a Sinfra está pronta para sanar problemas que possam aparecer. “Nós temos hoje 32 frentes de serviço no estado para trabalhos emergenciais, em pontos com risco de corte total ou parcial de estradas”, afirmou.

Além disso, o Governo deverá formar um grupo de trabalho para tratar especificamente do planejamento de ações de prevenção e combate aos danos causados pelas chuvas.
Também participaram da reunião os secretários de Estado do Meio Ambiente, Diego Rolim; da Agricultura, Luís Henrique Lula; e de Programas Estratégicos, Luís Fernando Silva; a adjunta da Casa Civil, Bruna Mendonça Silva; o coordenador estadual da Defesa Civil, tenente-coronel Sandro Amorim; o diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), André Santos; o diretor de Estudos e Pesquisas do Imesc, Luiz Jorge Dias; o reitor da Uema, Gustavo Pereira da Costa; o coordenador do NuGeo, Jucivan Lopes; e o meteorologista Carlos Márlio de Aquino, da Uema.

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