Decisão de Josimar teria sido fruto de pressão federal


A tomada de decisão de Josimar de Maranhãozinho (PL), que utilizou o pretexto de consulta interna “histórica”, associada ao que ele chamou de ‘melhor para o Maranhão”, como mera cortina de fumaça, pode não ter passado de um resultado de pressão federal da cúpula do Partido Liberal, especificamente do presidente Bolsonaro (PL) e do presidente da sigla, Valdemar Costa Neto – além de um empurrãozinho de Weverton.

Atualmente, Josimar se vê numa seara de plena instabilidade no que se refere à sua vida política. Alvo de investigações da Polícia Federal, o deputado também enfrenta na Câmara Federal processos internos que podem resultar em cassação do seu mandato, que teve uma das maiores votações da história política maranhense.

Barrando o andamento dos processos internos há meses, Arthur Lira (PP-AL) teria atendido a um pedido do senador Weverton Rocha (PDT), em meio à pré-candidatura ao governo, para dar andamento a processos contra Maranhãozinho e, com essa ferramenta, força-lo a unir-se com o pedetista.

Ademais, além de ter desistido da corrida ao Palácio dos Leões, o deputado do PL também viu a sua base política no interior rachar ao meio. Diante dessa situação, se veem prejudicadas as reeleições da deputada estadual Detinha (PL) e até mesmo do próprio Josimar. Por outro lado, o ex-deputado federal Marreca e o deputado federal Marreca Filho (Patriota), que faziam parte do grupo de Maranhãozinho, optaram por seguir com Brandão.

Com a decisão, Josimar deixou claro a fragilidade que o ‘moral da BR’ tem quando está na reta. Agora, se a união com o pedetista não render a vaga de vice na chapa, moral é o que Josimar não terá nessa nova seara, cujas decisão são pautadas mais pelos interesses externos do que internos.

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