Sem desfile de 7 de setembro, Estreito amarga perdas na educação e no civismo


O município de Estreito, no Maranhão, vive neste 7 de setembro um cenário atípico e frustrante. Pela primeira vez em anos, não haverá o tradicional desfile cívico, evento que sempre marcou a Independência do Brasil como um momento de orgulho, união e valorização da cultura local.

A ausência da comemoração não é fruto do acaso. Ela reflete diretamente a crise instaurada na educação municipal, onde professores e servidores estão em greve diante da postura intransigente do prefeito, que insiste em não dialogar com o sindicato da categoria. A paralisação, motivada por cortes de direitos, desrespeito ao Plano de Carreira, atrasos de progressões e descontos indevidos nos salários, expõe a face mais dura da omissão administrativa: a recusa em ouvir e negociar.

O resultado dessa intransigência vai muito além das salas de aula paradas. Alunos que deveriam estar desfilando orgulhosos, mostrando seu amor à pátria e fortalecendo laços de cidadania, foram privados desse momento. Crianças e adolescentes, que veem em outras cidades a celebração acontecendo, sentem a frustração de não participar de um evento que marca a vida escolar e comunitária.

O desfile de 7 de setembro não é apenas um ato cívico. Ele representa disciplina, pertencimento e a oportunidade de jovens estudantes se sentirem parte de algo maior: a história e o futuro do país. Estreito perde, portanto, duas vezes. Perde na educação, pela falta de respeito aos profissionais que a constroem diariamente, e perde no civismo, pela incapacidade da gestão municipal de preservar um dos momentos mais simbólicos do calendário nacional.

Enquanto outros municípios celebram a Independência com alegria e envolvimento popular, Estreito amarga a vergonha de ver sua população privada desse direito. A ausência do desfile é o reflexo mais visível de uma administração que falha não apenas na valorização da educação, mas também na promoção da cidadania.

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